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shape

O Shape desta prancha destaca-se pelo seu cariz suave e alongado. Não será errado afirmar que se trata de uma prancha rápida.
- O tamanho ideal do bodyboarder para esta prancha será entre o 1.57m e o 1.77m e um peso até aos 73kg.. O seu shape é equilibrado e apesar de relativamente pequena a Centeno tem a largura necessária para acomodar um bodyboarder mais cheio e de estatura média. O tamanho é um 41' clássico. A Manuel Centeno parece ter um shape bastante versátil, e é uma entrada em cheio no mercado de mais um atleta Português. Uma prancha que tem tudo para se dar bem não só em Portugal, pois está bastante bem desenhada.
comportamento
Foi nas ondas de leça que Centeno construiu o seu surf: Rápidas e cavadas. A sua prancha acaba por reflectir as suas origens. Sempre procurando as manobras explosivas e ganhando experiência em mecas como Puerto Escondido ou Hawaii o jovem bodyboarder nortenho definiu a sua escolha.
- A BSD Manuel Centeno projecta uma noção de controlo e de noção de tubo. O wide point perto do centro da prancha para que se possa ter aquela manorabilidade no tail que permite surfar no crítico das ondas mais buracosas. O desenho é fluído e parece ser indicado para passear nos tubos com o minimo de atrito. Tudo muito clássico, mas quem conhece o surf de Manuel Centeno sabe que ele está sempre a espera do imprevisivel e do radical. Onde isso se reflecte na prancha? Uns channels intensos junto ao tail convidam o bodyboarder a viragens rapidas e a enterrar a prancha na onda quando se justifica. O Bat Tail é generoso e fornece um extra considerável de flutuação,para aqueles dias mais manhosos. Este, eleva-se uma fracção do restante bottom, o que fará que quando colocada pressão no tail este responderá mais rapido. Presumimos que bastante util num surf mexido e de arranque como o de Manuel Centeno. O Rocker é bastante recto o que torna a prancha mais rápida em ondas cheias.
construção

A MC vêm com uma interessante combinação de materiais. O interior é em duralight, bastante leve e com uma boa dureza. No Deck temos um material mais flexivel. Este parece-nos fornecer á prancha uma boa projecção, e a flexibilidade necessária a um core deste tipo. O slick é mais rigido e em Polyetileno de alta densidade. Este tipo de bottom torna a prancha mais resistente ás tipicas aterragens kamikase em que a prancha é forçada da direcção inversa ao rocker.

- Este modelo traz alguns extras que se têm generalizado em várias marcas devido á sua funcionalidade inquestionavel. Os embossos no nose são constituidos por um alto em toda a largura do nose e que se projecta ainda alguns centimetros pela borda superior. Isto faz com que se adaptem a diversas maneiras de agarrar o nose, A função destes embossos é proporcionar mais aderência naquelas situações mais críticas como grandes manobras aéreas. Os embossos laterais têm uma dupla função: conferem á prancha maior durabilidade, porque no sitio onde se acaba por formar o famoso "buraco" do cotovelo tem um extra de altura impedindo que a estrutura do core se afecte. Por outro lado projectam-se quase até ao tail formando um limite exterior que acomoda o bodyboarder mantendo o seu corpo na prancha mais facilmente.
Entrevista com Manuel centeno
#Quais são os materiais da tua prancha?
o material base é o polietileno, está é combinado com densidades diferentes... por exemplo... a pele da prancha tem uma maior densidade do que a do foam (é por isso que a pele tem menos poros e mais pequenos do que os do foam). obviamente o slick é o material mais denso.
#Porque escolheste esses materiais, são os que gostas mais?
Dentro do leque de escolha que me foi proposto, achei que eram os que tinham uma melhor performance
#Sabemos que já tens grande experiência a nivel de pranchas, é este o teu tipo de prancha ideal?
Para mim o shape é este. Sempre gostei de pranchas soltas (manobraveis) e rápidas... e acho que foi isso que consegui fazer, o shape confere lhe a velocidade, e o bat tail a manobrabilidade, o facto de existir mais material num bat tail do que um round tail normal, faz com que a prancha flutue mais a trás (menos atrito), e consequentemente, mais solta.
#Nem todas as pessoas sabem para que servem os embossos, queres-nos explicar um pouco melhor para que servem?
Inicialmente para segurar ou prender o cotovelo, mas depois chegou se a conclusão que se calhar era melhor reforça-lo, para evitar aqueles
buracos que se vao criando nos cotovelos derivado do impacto das aterragens.
# Em que tipo de mar se adapta melhor?
Mar cavado a fechar um bocado, a prancha agarra se bem e tem um bom arranque, quer no drop, quer noutra situação
# É rápida? Como é a sua projeçcão?
A prancha é rapida, e a meu ver tem uma boa projecção, uma vez mais influência do bat tail
# É manobrável?
bastante
# É boa para que tipo de manobras?
Esta pergunta é muito relativa... o que pode ser bom para mim
pode ser mau para outra pessoa, mas pessoalmente a manobra
a que mais me facilita a vida e o ars, tem uma boa rotação
no fim da manobra.
#A tua viagem à Indonésia...
como se portou a prancha?
isso é que foi o grande teste... portou-se muito bem com a
agua quente, e gostei da maneira como se agarrava a
parede e de como andava dentro dos tubos
#Queres deixar alguma mensagem?
Pessoalmente, a prancha é uma bomba... mas mais importante
do que a prancha é a atitude!!!
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